Módulo 1

 

Resolvi no meu E-portefólio fazer uma espécie de diário, no sentido de ver e analisar a minha evolução. Perceber até onde pode chegar a minha criatividade. O objetivo é partilhar aquilo que sinto e que de uma certa forma escrevendo, podemos reflectir neste momento de uma forma e mais tarde de outra forma. Somos um ser em constante evolução e crescimento, “somos todos o único arquiteto da nossa vida” ( Cristiane Águas – Aprender a ser).

Tendo em conta o site, já dei uma pista sobre o trabalho de projeto que irei desenvolver; ou seja, o estudo das funções. No entanto, tinha outra ideia, pois fiz esta actividade de investigação na escola junto de alunos e professores e a temática foi as isometrias.

Vou descrever, pois acho que se integra na formação.

A temática era sobre as isometrias e quero partilhar os meus medos, constrangimentos, ultrapassagem dos obstáculos e força de vontade em fazer…

Queria dar as isometrias com o recurso as tecnologias. Como fazer? Deslocarmo-nos para a sala de informática – Complicado pois a sala estava sempre ocupada. Usar os portáteis da escola? Sim, mas não eram suficientes. Então pedi aos alunos, mais responsáveis, para trazerem os deles; pedi ainda que instalassem dois programas que iria facultar na pen deles. Instalei o software nos portáteis, arranjei extensões e bora lá para a sala… Fiz três fichas passo a passo para poderem elaborar a reflexão, a traslação e a rotação e responder aos questionários (Clique aqui para ver uns dos materiais utilizado).

O que pude constatar, para além dos grupos de 4 elementos, foi que houve interacção entre grupos, pois queriam saber a que conclusões chegaram e se um grupo não tinha esta conclusão ele estava a explicar ao outro. Para mim foi muito bom e fiquei surpresa nos resultados pois assimilaram melhor a matéria, pois o que tive foi uma aula de laboratório, onde eles eram os cientistas, e eu só coordenava. Mesmo os que não são muito participativos estavam interessados em querer fazer e perceber. Havia uma interajuda constante.

Com os professores foi explicar como funcionavam os programas dando-lhes a importância dos softwares e do quadro interactivo; para além de ter de dar os conceitos teóricos, pois a formação foi para professores do 2º ciclo, uma vez que a matéria iria ser leccionada neste ciclo.

Fiz outros trabalhos interessantes com professores, dei também formação em PowerPoint aqui vai um trabalho que um professor elaborou com o objetivo explorar em sala de aula.

Vamos agora partir para um novo projecto: as funções. Que loucura… É um projeto que estou a elaborar em parceria com uma colega do Brasil Elda Etramm, presidente da Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Matemática EMF oco. A EMFoco tem por objetivo difundir a Educação Matemática no Estado da Bahia e que luta para levar aos professores, principalmente os das séries iniciais, onde residem os principais obstáculos da aprendizagem matemática, alternativas para o ensino desta ciência. Ou seja, tudo a base de investigação Matemática. Deixar os jovens tornarem-se cientistas e chegarem eles próprios aos resultados pretendidos.

Está na sua fase embrionária, mas vou apresentá-la.

O tópico abrangente que irei explorar é as funções no 9ºano. O objectivo era, através de um investigação matemática, chegar às diferentes representações gráficas. Ou seja, podemos dividir este tópico em três subtópicos: retas; hipérboles e as parábolas.

Relativamente às formas de abordar temos a forma tradicional, expositiva e resolução de exercícios; uma forma menos estática, elaborar esquemas e/ou PowerPoint; teríamos ainda uma forma mais interessante: uma investigação – aula de laboratório com o uso de diversos softwares como por exemplo o Excel, geogebra, graphmatica, entre outos. Irei centrar-me na investigação matemática. Mas antes de lá chegar, tive de escolher um recurso (X) que pretende explorar em-linha neste Think-Tac-T oe. Não foi fácil, pois estava indecisa… Tinha dois caminhos que gostei, como podem ver na figura abaixo.

Acabei por escolher a última coluna e desafiei-me a mim mesma o Screencast-o-Matic. Via tantos vídeos feito por pessoas a falar e a projectar ao mesmo tempo o programa. Como isso era possível… Pensei numa câmara de vídeo, e para meu espanto vejo agora este programa que me permite fazer aquilo que gostaria de fazer com os jovens e a distância – a projecção da utilização de um programa. Vamos partir para uma nova aventura… Não foi fácil numa fase inicial, pois os programas são em inglês e eu tenho origens francesas. No entanto, como tenho um gosto pelas TIC e a linguagem é mais ou menos universal fui descobrindo o caminho. Fui fazendo alguns testes… Tive alguns entraves, pois gravava e depois não conseguia colocar no meu site, pois só aceitava vídeos Flach com extinção .fwl – tive que encontrar um programa de conversão. Fui à Internet e encontrei. Outro entrava mas era muito pesado. Pelo que tive de encontrar um compactador. Foi de facto muito interessante passar por estes obstáculos, pois fui conseguindo arranjar uma estratégia para a resolução dos mesmos.

A introdução da actividade passava numa primeira fase por perceber onde as funções estavam presente naquilo que nos rodeia. Escolhi a Torre de Pisa.

Iria em primeiro lugar conversar com os jovens e com o diálogo questioná-los. Numa segunda fase iria introduzir a utilização do programa com vista a eles conseguirem desenhar as funções e a perceber a importância de cada parâmetro. Abaixo está o vídeo que ilustra a actividade.

 

 

A minha reflexão sobre este módulo permitiu-me dar a conhecer um programa e com este tentar cativar os alunos em interiorizar conceitos de uma forma diferente.

O facto de investigarem, é depositar neles que são capazes de conjecturar recorrendo as ferramentas digitais. A investigação, dá-se-lhes outro gosto, outro ânimo. Lembro-me de ter de dar as homotetias recorrendo a construção usando para isso régua compasso. Não era fácil para mim, e para os jovens desenharem no caderno não era simples. Pois a mínima distracção já não sabiam onde estavam. Resolvi utilizar o Geogebra, só mostrei uma vez, para meu espanto, no teste, alguns alunos que tinham dificuldades, fizeram uma homotetia através da construção e não usaram o quadriculado. Vejam só, tinham que ampliar para o dobro a figura, coloquei o quadriculado para ajudar, mas não, memorizaram aquilo que fiz no Geogebra e souberam aplicar. Fantástico!

Iria dar uma outra “vida” a matemática, pondo também à prova a nossa criatividade e o tentar libertar-nos das aulas tradicionais. Pois em si a Matemática já tem a sua fama e com estas metodologias tenta-se chegar a mais alunos.

De facto era interessante existir aulas de laboratório em matemática, seria interessante ver mediante investigações ver os resultados aos quais os jovens iriam chegar. Deixando para traz as aulas expositivas e estáticas. Não é que não são necessárias, mas iria dar outra abertura na disciplina.

Tudo isso tornear-se ainda mais produtivo com a participação de todos, a partilha entre colegas é fundamental. Como diz Paulo Freire na “Pedagogia do Oprimido: Ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho: os homens se libertam em comunhão”.